quarta-feira, junho 22, 2005

Aos professores pró-greve

Caros professores pró-greve,

vocês não aceitam que a idade de reforma seja aumentada. Ouvi uma colega vossa, num forum da TSF, dizer que os alunos com certeza não quererão ter professoras com mais de 60 anos. É óbvio. Eles preferem ter professoras entre os 18 e os 25, com uma silhueta similar à da Isabel Figueira. Não aceitam também as outras medidas, porque, e cito os representantes dos vossos Sindicatos, se tratam de direitos adquiridos. E como são adquiridos, não podem ser retirados. E esta atitude do Governo de considerar como serviços mínimos a vossa presença nos exames é, obviamente, ilegal. Como se na educação se aplicassem serviços minímos. E como se os professores, vocês, não pudessem fazer greve, outro direito adquirido. Como se vocês, imaginem o absurdo, não pudessem escolher livremente os dias em que pretendem fazer greve, mais um direito adquirido. E a atitude do Governo, coagindo os professores, como também ouvi no tal fórum da TSF, é mais do que ilegal, é fascista. Por azar, e infeliz coincidência, os alunos não têm direitos adquiridos, mas sim o dever adquirido de realizar exames. E como os Professores têm o direito adqurido de fazer greve e o direito adquirido de a fazer em qualquer altura, os alunos terão que cumprir os seus deveres adquiridos noutra altura, porque, neste caso, as datas de exercício de direitos adquiridos e deveres adquiridos coincidiram. E, por isso, os pais desses alunos, face ao direito adquirido dos professores fazerem greve e ao direito adquirido de o fazerem em qualquer altura, e ao facto de os seus filhos terem o dever adquirido de fazer exames, terão de exercer o direito adquirido de gozar férias mais tarde.
Eu tenho um direito adquirido, e que vou exercer de seguida, a que se costuma chamar liberdade de expressão. Aqui vai: Senhores Professores e Senhoras Professoras que fizeram greve nesta altura e respectivos representantes dos sindicatos, vão BADAMERDA.

NG

2 Comments:

Blogger Elora said...

Meu caro, devo dizer-lhe que gostava de conhecer a SUA professora, que tão elegantemente o ensinou a expressar-se. Eu por mim, irei.

7:47 da tarde  
Blogger NG said...

A elegância do meu estilo não se deve a nenhuma professora, mas antes aquilo que se convencionou chamar a escola da vida. Escola essa onde todos somos professores e alunos, os exames acontecem a todo o momento e não há grandes hipóteses de greve.

9:55 da tarde  

Enviar um comentário

<< Home