domingo, agosto 06, 2006

Finalmente!

Finalmente! Finalmente consegui arranjar 10 minutos. 10 minutos para colocar aqui mais um post. Desde que a minha filha nasceu que deixei de ter tempo para todas aquelas tarefas que não sendo essenciais são importantes para paz de espírito. Sinto a falta do ócio. Sinto falta das manhãs em que depois de ir comprar o pão não tinha nada para fazer. Chegava a casa, preparava o pequeno almoço e enquanto ela fazia o café, percorria rapidamente de A a Z a minha lista de CDs. Escolhia aquele que se enquadrava melhor no estado de espírito da manhã e que não houvia há mais tempo. Algo mais agitado nos dias de sol, algo mais calmo nos dias de chuva, algo mais lamechas quando ela precisava de ser animada. E alí ficávamos. Sentados no sofá ou na varanda a ler a publicidade, o jornal ou simplesmente a ouvir os passarinhos e a decidir onde íamos almoçar naquele dia. Agora existe sempre qualquer coisa em falta para ir comprar, a casa nunca me parece arrumada, não consigo parar quieto. Nada é como dantes. O trabalho também não tem ajudado. Desde que me atribuíram responsabilidades de gestão de projectos que as coisas descarrilaram. A juntar à minha falta de experiência nessas funções, acresceram alguns factores externos. O meu horário de trabalho aumentou para mais 2 horas por dia (para já não falar nos dias em que trago trabalho para fazer em casa à noite) e não consigo passar um fim-de-semana descansado sem ter de me ligar remotamente para assegurar que os processos que se deixaram a correr na sexta-feira não deram erros. Isto para que na segunda-feira quando chegar não se instale o circo. A juntar ao stress profissional adiciona-se a pressão de ser pai. Acabar as coisas no trabalho para chegar a casa a tempo de lhe dar o banho. Poder ir a casa à hora de almoço e estar uns minutos com ela. De ter tempo para ela. Não quero ser um pai ausente. Só se tivermos vontade e tempo para estar com eles é que vale a pena ter filhos. Foi nestas condições que tomei essa decisão. Lá em casa ela está farta de me dizer que tenho de ser mais descontraído. Ela tem razão. Diz-me que encaro as minhas responsabilidades profissionais com demasiada obcessão. Ela tem razão. Anda a tentar mudar-me mas não é fácil. Fui criado assim e é assim que eu sei fazer as coisas. Doutra forma não sai naturalmente. Acabo sempre por desleixá-la a ela e aos meus amigos que, apesar de não estarem esquecidos, não consigo encaixar no meio das minhas tarefas diárias. Espero que eles compreendam que a minha vida deu uma grande volta. Que tudo isto é novidade para mim.

4 Comments:

Blogger Gaguinho said...

welcome back tonizinho.
um dia destes ligo-te para marcar um almocito e pôr a conversa em dia.
beijos aos 3.

4:35 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Força amigo, we have been there (como sabem) e estamos aqui, para o que der e vier!
Bjs grandes dos 3 (I.S.N.) para ti e para as tuas 2 miudas, temos de combinar qualquer coisa mesmo, e 3ªfeira lá falaremos :)

sofia

11:29 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

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7:53 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

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5:31 da tarde  

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